Domingo, 10.07.11

Voltamos daqui a seis meses. Até já.

Toda a gente que por aqui passa e que nos acompanha desde o início sabe que o meu sonho tem um nome. Chama-se ONU. E que esta coisa de colocar tudo à venda com o propósito de ir estudar para o Colégio da Europa tinha em vista isso mesmo: chegar um dia às Nações Unidas.

 

Agora, digam-me lá, vocês lembram-se da minha ida ao programa da Querida Júlia, certo. Então sentem-se que eu tenho uma história para vos contar.

 

Ora no dia seguinte ao do programa, já refeita dos nervos [que isto de fazer directos televisivos arrasa com uma mulher], estava eu a caminho do emprego quando toca o telemóvel: Muito bom dia, daqui fala Joaquim Figueirinha, da UN Volunteers e queria dizer-lhe que foi pré-seleccionada para a nossa missão em Timor, com vista à preparação e acompanhamento do acto eleitoral de 2012.

 

Eh pá, pois que na altura até pensei que fosse um amigo meu a gozar comigo por ter ido à televisão, do tipo apanhados. Mas não, chamada internacional, tudo muito profissional. Ai pessoas, comecei a tremer, a tremer, a tremer e as lágrimas a caírem-me pela cara abaixo, vocês não estão a ver bem a cena. Quando desliguei o telefone senti cá uma falta de ar e uma vontade de rir e chorar ao mesmo tempo, tudo ali em segundos, e desatei a correr rua fora com as mãozinhas levantadas para o céu e só dizia Obrigada Senhor, Muito Obrigada.

 

Seleccionada. Eu. Nem queria acreditar, até porque há anos que me tinha inscrito na bolsa de voluntários e nunca tinha sido chamada.

 

Bom, e-mail para aqui, e-mail para ali, burocracias do caneco e eis que passo à fase seguinte. Foi a loucura. Mais e-mail para aqui, e-mail para ali, burocracias do caneco e eis que temos entrevista agendada via telefone [e em inglês] para dia tal às 9 horas da manhã. Nesse dia levantei-me eram cinco horas da matina para treinar o inglês em voz alta. Às oito quando me enfio na banheira pensei, ok deixa-me cá tomar um banho e arranjar-me para estar fresquinha quando os senhores ligarem. Ora estava eu toda cheia de shampoo e gel de banho quando me toca a porra do telemóvel. Vocês não estão bem a ver a coisa. Fiz a entrevista toda a pingar e a limpar espuma dos olhos com o gato de roda de mim. Fui entrevistada por três pessoas e sempre em inglês.

 

Depois esperei quinze penosos e longos dias quando recebo um e-mail a dizer: parabéns, passou à fase seguinte [gente aquilo é fases que nunca mais acaba]. E vai de receber uma série de papelada para tratar e exames médicos para fazer, mais uma série de requisitos para cumprir e eis que na semana passada, pessoas, sai a decisão final: fui seleccionada, sim, e tenho que estar em Díli dia 23 de Julho.

 

Eu ao serviço das Nações Unidas como Voluntária, por seis meses. O sonho de uma vida. Vinte anos a querer muito isto, a sonhar tanto com isto, a trabalhar todos os dias por uma oportunidade destas. Bem sei que é como voluntária, sei disso, mas vai ser uma experiência do camandro e depois quem sabe, outras oportunidades vão surgir.

 

Mas, uma vez que sou funcionária pública, não bastava os senhores das Nações Unidas quererem-me lá. Era preciso que os dirigentes do local onde trabalho me autorizassem a saída. Vai de esperar mais uns dias. Papel para cá, papel para lá, que se eu não morri a semana passada com os nervos nunca mais morro. E eis que já no fim da semana sai a decisão final, que sim, tudo bem, podia ir por seis meses. Nem queria acreditar.

 

Só que esta não é uma felicidade plena. Assim que esta perspectiva de ir para Timor ia ganhando forma tratei logo de começar a ver tudo o que seria preciso para levar o gato. Passaporte, documentos, recolha de informação junto das companhias aéreas, essas coisas, porque na minha santa ingenuidade e desconhecimento nunca me passou pela cabeça que ele pudesse correr riscos numa viagem desta natureza e, como sempre disse, para onde eu fosse ele iria também.

 

Só que não. A primeira nega veio logo da veterinária dele, que é também veterinária municipal. Digo-te já que não vejo isso com muitos bons olhos mas ainda assim vou informar-me melhor na Direcção Geral de Veterinária sobre essa situação. Uma coisa é viajares com ele para Bélgica ou qualquer outro país da Europa [excepção feita ao Reino Unido, claro] outra é levares o Sebastião para a Ásia e, ainda por cima, para Timor. Mas eu vou informar-me.

 

Dias depois tinha a resposta dela. Nem pensar. Em Timor ainda há raiva e mesmo vacinado não está isento de risco. Nem pensar porque teria que ir no porão e a viagem dura dois dias e eu não vou dar-lhe uma anestesia de cavalo. Nem pensar porque numa viagem tão longa há fortes probabilidades de ele contrair uma insuficiência renal ou hepática e em Díli não tens meios para o tratar. E, ainda que eu compactuasse com essa loucura toda de o quereres levar para o outro lado do mundo por seis meses, nem pensar porque nos termos do Regulamento Comunitário 998/2003 há fortes probabilidades de, no regresso, aquando da entrada no espaço europeu ele ficar retido no primeiro aeroporto [sendo que nenhum deles seria o de Lisboa] para quarentena [e saca-me do artigo 14º do Regulamento]. Eu chorei baba e ranho mas nada.

 

Em desespero [a Dra. Maria João que me desculpe e por favor tão pouco se sinta ofendida que eu confio em absoluto no seu trabalho] contactei um outro veterinário, mais concretamente o Prof. Joaquim Henriques de quem tenho as melhores referências em busca de uma segunda opinião e de uma luz ao fundo do túnel, uma solução. Nada. Tudo igual. Nem adiantou fazer beicinho e virem-me as lágrimas aos olhos. Levei com um “a minha obrigação é salvaguardar e preservar a saúde do Sebastião por muito que isso lhe custe e por muito que vocês nunca se tenham separado os dois. Agora se o quiser levar é por sua conta e risco”. Só faltou dizerem-me para encomendar o caixão, credo.

 

Mas, ainda assim, vai de ligar para a embaixada, só para saber, até porque já tinha andado a ver companhias aéreas de transporte de animais. Não aconselham de todo. Falei com a Sra. D. Alexandra que me disse, também ela ter passado por este dilema e ter optado por deixar o seu gato com os pais. Um desespero.

 

Confesso que nos primeiros dias e de cabeça perdida cheguei a ponderar a hipótese de não ir e recusar esta oferta. Levei tempo a habituar-me à ideia de ter que embarcar sozinha. Nós nunca estivemos um sem o outro, nunca. Mas com o tempo e com a ajuda dos amigos lá decidi que seis meses passam depressa e que esta é uma oportunidade única. Por isso, por muito que me custe [e se tenho amigas daquelas em bom com quem o vou deixar e que sei que lhe vão encher o cu com mimo], optei pela saúde e pelo bem-estar dele [complicado foi mesmo gerir os ciúmes das preteridas, mas pronto]. 

 

Quanto ao dinheiro arrecadado mantém-se a lógica de sempre. Fica guardado e será gasto em formação no estrangeiro. A verdade é que encarei sempre o Colégio da Europa como uma forma de chegar à ONU e agora lá chegada, depois da missão, irei decidir se o Colégio continua a fazer sentido ou se é mais vantajoso para mim optar por uma especialização na área dos Direitos Humanos ou Direitos dos Refugiados, por exemplo. Nessa altura, e já depois de ter passado por esta nova experiência, irei ponderar qual a melhor formação, onde aplicar o dinheiro que consegui com a ajuda de todos vós e se esta fantástica viagem continua em direcção a Bruges ou se apontamos caminho para Haia ou Genebra.

 

Por tudo isto, este nosso Take us to Bruges vai ficar suspenso até ao meu regresso a Lisboa. E se esta tem sido uma jornada incrível com todos vós ao meu lado, aquela que se seguirá será seguramente ainda melhor. Deixem-se ficar por aqui. Próxima paragem: Timor, ao serviço da United Nations Volunteers.

Segunda-feira, 13.06.11

Passatempo “Eu quero provar a marmelada”

 

Quando perguntei lá na nossa página do FB quem gostava de marmelada branca – doce conventual típico aqui da minha terra – sempre pensei que fossem muitos mais os adeptos desta iguaria, mas pronto. Seja como for, V. Exas. estão prestes a tomar conhecimento [e a ser fortemente instigados a participar] no primeiro passatempo deste nosso Take us to Bruges.

 

Se quiserem, esta foi a forma que encontrámos de vos retribuir todo o carinho e todo o apoio que nos deram ao longo deste ano. É verdade, este mega dream completou um ano no dia 15 de Maio e a efeméride só não foi assinalada porque eu andava com uma telha descomunal e desacreditada da vida e essas coisas todas e sem tempo ou vontade para nada.

 

Posto isto, iremos oferecer uma caixinha de Marmelada Branca – certificada como doçaria conventual – àquele embaixador que nos conseguir apresentar a foto mais original com um cartaz ou uma folha A4 [que nós não somos esquisitos] que diga “Take us to Bruges”. Pode ser na praia, no campo ou na cidade. Com o cão, o gato e o periquito. Sozinhos ou em grupo. Na mercearia do bairro, no café ou na esplanada. Em terra, no mar ou no ar. É como quiserem. Sejam criativos.

 

As fotos podem ser publicadas pelo próprio no nosso mural do FB ou enviadas por e-mail: takeustobruges@gmail.com, até dia 15 de Junho [à meia-noite]. Todas elas serão publicadas aqui no blog.

 

A foto mais original, que será escolhida por mim e pelo gato e por mais uma alminha amiga que por aí hei-de encontrar, terá direito à bela da marmelada.

 

Pronto e é isto. Gostava muito de vos poder oferecer carteiras e vernizes e cremes todos pipis para o vosso corpinho lindo, ou aquele perfume sensação ou, quem sabe até, um fim-de-semana à beira mar num resort fantástico, mas não. Por aqui o melhor que se consegue é doçaria conventual cá da terra. Uma marmelada de comer e chorar por mais.

 

Quem quer?

 

 

 

Ontem, o Paxá serviu de modelo. Obrigada Maria Inês.

 

Passatempo “Eu quero provar a marmelada” # 4

 

 

Made by Scarlet Red

Passatempo “Eu quero provar a marmelada” # 3

 

Made by Erica Rodrigues

Passatempo “Eu quero provar a marmelada” # 2

 

Made By Carla Fernandes

Passatempo “Eu quero provar a marmelada” # 1

 

Made by Maria Inês

Sexta-feira, 27.05.11

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Festival de marne

Quinta-feira, 26.05.11

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bande dessinée

Terça-feira, 24.05.11

...

Pessoas todas queridas que licitaram artigos aqui no leilão vai para um e dois meses, façam-me a gentileza de responder aos e-mails que vos envio, sim. Se perderam o interesse, tudo bem. Se continuam interessadas, tudo bem na mesma. Não posso é continuar com caixas e caixas de artigos aqui em casa que nem vão para os correios nem voltam a leilão.

Segunda-feira, 02.05.11

...

 

Então Maria nunca mais disseste nada, não há quem te veja, já cá não vens há séculos, mas o que se passa? Censos, pessoas, Censos. Eu e o gato, num dia de loucura, inscrevemo-nos nesta coisa dos Censos Quase dez mil questionários para rever, o trabalho de nove recenseadores. Vai para duas semanas que andamos a café e red bull, a dormir duas horas por noite [eu, porque o gato, benza o Deus, não se priva das sornas], a comer sandes e iogurtes, a ter pensamentos homicidas às cinco da manhã, a ter ataques de raiva e de riso histérico e a pensar, de duas em duas horas, “e se eu abrir a janela e atirar com estas caixas todas para a rua, o que é que me acontece”.

 

Por incrível que pareça, este fado hilário está longe de terminar. Há-de ser Natal e ainda vou estar a responder a e-mails do INE, sempre acompanhados de recomendações de “máxima prioridade” e “urgente” que a malta lá da estatística é toda muito nervosa.

 

Seja como for, deste fim-de-semana não passa. Todos os e-mails serão respondidos, as encomendas enviadas, os contactos feitos e o Leilão vai voltar em grande. Até lá, tenham uma excelente semana.

Segunda-feira, 28.03.11

De mão em mão até ao Colégio da Europa

 

Made By Raio de Luar

Terça-feira, 22.03.11

Porque um dia eu acreditei e vocês acreditaram comigo.

 

 

A toda a equipa do programa que tão carinhosamente me tratou, muito obrigada. A todos vós, pessoas que caminham lado a lado comigo neste Mega Dream todos os dias, um abraço cheio de gratidão.

...

Hoje, no programa “Querida Júlia”, na Sic, quando virem entrar uma miúda de olhos esbugalhados, a tremer por todos os lados, com um ar de pânico e a gaguejar, yep, sou eu. Com a carrada de nervos com que estou se me der um treco em directo, então aí sim, temos um grande momento televisivo. Que o Senhor esteja comigo e vocês também.

 

21000 euros, querido mecenas. 21000 euros, ali, pagos directamente aos Senhores do Colégio da Europa. Please.

 

Ao Pedro e ao João que estiveram cá em casa a gravar, dizer-vos que aquele bolo estava uma treta, bem sei, mas vocês foram inexcedíveis. Um abraço aos dois, pelo carinho, pela ajuda e pela boa disposição.

Segunda-feira, 21.03.11

...

Pessoas todas queridas que estão à espera de um e-mail meu, de um envelope meu, de uma encomenda minha, de qualquer coisa meu: tende um bocadinho de paciência. A maior parte das encomendas já chegou e os restantes artigos cedidos pelos embaixadores estão a chegar. Esta semana tem sido uma loucura. Um virote completo. Amanhã tenho cá em casa os senhores da televisão a filmar. Ainda não sei quando é que vai aparecer mas assim que souber aviso.

 

Tudo isto para vos dizer que esta que vos escreve anda a dormir uma média de quatro horas por noite mas até sexta-feira, no limite até domingo que vem, todos vós terão notícias minhas.

 

Pessoas que se impressionam facilmente: no dia [ainda não sei qual é] em que a reportagem sobre nós passar na televisão façam-me o favor de se precaver. É que com umas olheiras até aos joelhos, este ar cadavérico e um tom amarelo bexigoso, vai que vocês apanham um susto daqueles valentes e eu cá não quero ser responsabilizada. Depois não digam que não avisei.

Quinta-feira, 17.03.11

Pessoas deste meu Mega Dream

Acabámos de receber um telefonema de uma estação de televisão. Dizem que querem contar a nossa história. Ai que nervos, pá. Que nervos. Assim que souber mais pormenores venho aqui para vos contar.

 

Mecenas, todo querido, será que é desta que alguém decide apostar em nós e nos ajuda a pagar as propinas lá do Colégio da Europa. Queremos tanto ir estudar para Bruges. Vamos lá, minha gente, vamos lá. Venham daí essas boas vibrações.

Because when you believe things happen.

Segunda-feira, 14.03.11

Hoje fomos notícia. Porque um dia eu acreditei e vocês acreditaram comigo.

 

À Susana Paula, jornalista da Agência Lusa, o nosso muito obrigada. A todos vós, pessoas a quem eu nunca vi ou abracei mas que fizeram e fazem este sonho acontecer todos os dias, aquele abraço com afecto que se dá a quem nos quer bem. Por fim e pela enésima vez dizer o seguinte a algumas pessoas a quem este meu mega dream faz comichão:

 

 - Eu estou a vender o que é meu [bem como as ofertas que os embaixadores do projecto decidem voluntariamente fazer] para ir estudar para Bruges. Não preciso de implantes mamários para nada, livra. 

 

 - Eu estudei no meu país, sim. Duas licenciaturas, três pós graduações e nenhuma delas concluída a um domingo. Se a primeira licenciatura foi patrocinada pelos pais e concluída com 21 anos [lá em casa quem chumbasse ia trabalhar na hora] toda a restante formação foi paga por mim já a trabalhar. Amén pelos subsídios de Natal e de Férias. Dizer também que ter dois empregos e estudar à noite é possível e não mata ninguém. Eu pelo menos não morri. Há sempre uma altura em que o cansaço acusa [e muito] mas nada que não se consiga contornar com esforço e entrega. E é possível fazê-lo durante anos a fio.

 

- Eu não vivo em casa dos meus pais vai para mais de uma década nem eles me sustentam. Cá em casa só entra um ordenado, o meu, para o bem e para o mal. E também não tenho telemóveis topo de gama, para que conste. O meu custou-me dez euros numa promoção e serve lindamente. Mas se alguém estiver interessado é dizer, faz-se já negócio. O bicho tem cinco anos, as teclas todas e funciona que é uma maravilha.

 

- A “bomba” que está estacionada à porta de casa é da marca Fiat, tem quinze anos e é vermelho [como as papoilas]. Foi comprado em quinta mão com um subsídio de férias. Toda a gente diz que aquilo faz uns barulhos esquisitos mas nada a que uma pessoa não se possa habituar ao fim de alguns meses. E as marcas de ferrugem dão-lhe assim um ar retro. Verdade seja dita, pode ficar destrancado em qualquer lugar. Nunca houve amigo do alheio que se interessasse pela viatura. Havendo interessados no maquinão, também temos negócio.

 

- O gato é meu, sim. Não o fui ali buscar a um asilo para fazer figura. É meu, vai comigo e é assumido que ou vamos os dois ou não vai ninguém. Eu não abandono os animais que acolho, estamos entendidos.

 

- Hoje sou funcionária pública, é verdade. Shame on me que trabalho para o Estado. Mas se quiserem falar-me de recibos verdes anos a fio, do que é bater a tudo quanto é porta e nenhuma se abrir, do responder a propostas de emprego atrás de propostas de emprego e não aparecer nada, de trabalhar e não receber o ordenado ao fim do mês [aliás não ver o ordenado, ponto], de andar de estágio em estágio, de contratos em contratos, estão à vontade. Conheço essa realidade de trás para a frente. Mas, e sem falsos moralismos, deixem-me dizer-vos que não houve uma única experiência profissional que não me tivesse ensinado algo por muito precária que fosse. Acresce que não consigo perceber muito bem qual a correlação entre esta minha ousadia de querer aperfeiçoar a minha formação e a precariedade em que tantos outros jovens se encontram do ponto de vista profissional.

 

Em tempo de guerra, há quem chore e quem venda lenços. Eu estou a vender o que é meu com a ajuda e o carinho de todos os que ousaram acreditar em mim e neste meu projecto. Tão simples quanto isso. Em suma, eu sou uma miúda perfeitamente normal com um gato e um sonho. Nem uma coitada nem uma malvada. Apenas uma miúda banal, com um gato e um sonho, que um dia se determinou a ir mais longe na vida e pediu ajuda a todos os que por aqui passavam. Só isso. 

  

* A quem divulgou este nosso Mega Dream, bem-haja pela ajuda. A notícia no:

 

Sapo  [uma palavra de carinho para esta equipa tão especial]

 

I Online

 

Expesso Online

 

Visão Online

 

RTP Online

 

 

** E, já agora, para sossego dos espíritos mais inquietos dizer também que esta luta para me libertar desse malfadado vício do tabaco se mantém. Não vos digo que nos dias de maior ansiedade não me vergo a um cigarro, é verdade sim. Mas esta é uma luta diária e em curso. Lá há-de chegar o dia em que poderei bater com a mãozinha no peito e gritar “Free at last, free at last. I thank God I'm free at last”. Até lá, um dia de cada vez.

Terça-feira, 15.02.11

For ordinary people with extraordinary dreams

 

Porque a adversidade maior não reside nos outros mas cá dentro. As lutas travam-se cá dentro. Dentro do peito. E é aqui que se ganham.

 

[Obrigada São]

Domingo, 13.02.11

Ponto de encontro

Tem dias em que o meu e-mail vira um verdadeiro ponto de encontro onde as conversas se cruzam. Assim, tal qual como se estivéssemos sentados à mesa do café entre amigos. Eu sei que ultimamente nem sempre consigo responder em tempo útil, eu sei. Mas também sei que vocês percebem que ando sempre a mil.

 

Aqui há tempos a Manuela perguntou-me se por acaso não haveria por aí alguém que tivesse [e não se importasse de vender] ou soubesse onde comprar dois livros que procura faz tempo. Eu não os tenho, não. Mas sei, isso sim, o que é procurar um livro durante oito anos e a alegria de finalmente o encontrar.

 

Deixo-vos aqui a indicação dos livros que a Manuela procura. Qualquer informação que tenham é deixar na caixa de comentários ou passar lá pelo e-mail.

 

1) Manual Prático de Horticultura, do autor Richard Bird; Editorial Estampa.

2) O Grande Livro da Costura das Selecções do Reader's Digest.

Segunda-feira, 31.01.11

...

Quando fizerem as vossas ofertas lá na caixa de comentários, deixem-me o vosso e-mail para que no fim de cada leilão eu vos possa contactar. Não tem nada que saber. Exemplo:

 

Olá Maria. Eu sou a Albertina. Ofereço 20 gatos pelo artigo X e o meu e-mail de contacto é: albertina-quer-livros-bons-e-baratos@gmail.com

 

Só serão válidas as ofertas onde conste o e-mail de quem licitou.

 

 

* Pessoas que já me contactaram e estão à espera de um e-mail meu: de hoje não passa. Nem que seja de madrugada.

Domingo, 30.01.11

Made in Bruges

 

By Lady C que passou por lá este Verão e se lembrou de nós

Sexta-feira, 28.01.11

Onde está o Wally

Bem sei que a vida é uma correria. A minha, a vossa, a de toda a gente. Acontece, a bem do meu sistema nervoso central, que eu não posso no fim de cada leilão ficar eternamente à espera que quem licitou algum artigo e não deixou contacto [ou link] me apareça do e-mail. Não é razoável. Nem para mim nem para vocês. E não só não é razoável como me obriga a uma logística que neste momento requer tempo. Tempo esse que preciso para me dedicar a outras facetas do projecto. Posto isto e depois deste discurso todo bonito o que vos peço é o seguinte: quando fizerem as vossas ofertas lá na caixa de comentários, deixem-me o vosso e-mail para que no fim de cada leilão eu vos possa contactar. Não tem nada que saber. Atentai no exemplo:

 

Olá Maria. Eu sou a Albertina. Ofereço 20 gatos pelo artigo X e o meu e-mail de contacto é: albertina-quer-livros-bons-e-baratos@gmail.com

 

Garanto-vos que será bem mais fácil para todos. Para mim, para vocês e até para o gato. Sendo certo que, de futuro, só serão válidas as ofertas onde conste o e-mail de quem licitou.

 

 

* Pessoas que já me contactaram e estão à espera de um e-mail meu: esta noite, lá para as cinco da manhã vou aparecer-vos. Contem comigo. Estou quase, quase, a escrever-vos, an. Deste fim-de-semana não passa. Até já.

Quinta-feira, 27.01.11

Passo a passo

Há projectos na vida que são assim como que uma espécie de maratona. Longos, duros, um verdadeiro teste de resistência e de carácter. Dizem que é das provas mais duras. Creio que sim. Porque depois do furor inicial da partida há a solidão de todo um caminho em que minuto a minuto, hora a hora, a firmeza que temos ou não temos é tentada e testada. Ali. Sozinhos. A correr. Passo a passo.

 

 

Bruges é a maratona da minha vida. Todos os dias. Em cada decisão. Certa de que ainda há muita estrada para andar. Nos dias em que o caminho que falta pesa mais do que o percurso já feito e naqueles outros em que me agarro ao que já consegui e me determino a olhar em frente. Passo a Passo. Todos os dias. Em cada decisão. Mesmo quando tudo nos dói. Mesmo quando nos faltam as certezas. Passo a Passo. Porque uma maratona não se ganha nem à partida nem à chegada. Mas todos os dias. Passo a passo. Em cada decisão.

 

 

Para a semana vou colocar a minha casa à venda. A primeira e única que tive [minha]. Aquela cujas obras foram projectadas por mim, aquela que levei dez anos a mobilar. Aquela onde estou e vivo. A minha casa. E quando pensamos que já não há decisão que nos abale somos forçados a lembrarmo-nos porque corremos. Bruges é a maratona da minha vida. Todos os dias. Em cada decisão. Mesmo quando tudo nos dói. Mesmo quando nos faltam as certezas. Passo a Passo.

 

 

* Se o arrendamento poderia ser uma solução. Talvez. A verdade é que não quero correr o risco de, daqui a um ano e meio, morrer na praia. Ter todos os requisitos reunidos e não conseguir ir por falta de verba. Colocar a casa à venda, numa época que não é a melhor bem sei, com calma e sem pressa durante um ano irá permitir-me depois de a vender liquidar o crédito hipotecário e, eventualmente, voltar a ponderar a hipótese de pedir um empréstimo para o montante em falta. Não sei se esta é a melhor saída. Sei que ninguém se desfaz da casa onde vive de ânimo leve. Isso eu sei. Continuo a vender o recheio. E à espera de um mecenas, também. Até lá deito a mão ao que tenho. É assim. Sem olhar [muito] para trás.

Quarta-feira, 26.01.11

Pessoas que estão à espera de um e-mail meu

Não desanimem, an. Estou quase, quase a escrever-vos.

Quarta-feira, 19.01.11

O meu coração tem o cheiro de alfazema

 

E o cheiro de alfazema leva-me sempre de volta à casa da minha infância onde a roupa era lavada à mão, com sabão azul e branco, estendida ao vento num arame suspenso por um pau grande e guardada cuidadosamente em gavetas onde a avó tinha sempre uns ramos de flores lilases amarrados com uma guita. Hoje, as gavetas lá de casa continuam a cheirar a alfazema. As mesmas flores lilases só que em forma de coração. Because home is where the heart is.

 

* Estes corações são lindos. São únicos. São feitos com mãos de amor. São da Zita [zitavitamina@gmail.com]. São de algodão e do tecido que escolherem. São a cinco gatos cada um. São o quanto baste para colocar um sorriso rasgado no rosto da pessoa a quem os decidirem oferecer. Por cada seis vendidos, um é oferecido ao leilão.

 

Terça-feira, 18.01.11

Vamos lá saber

 

 

Quem já passou por aqui hoje

 

 

De mão em mão até ao Colégio da Europa

 

By Ana Rodrigues

Sexta-feira, 14.01.11

Will you be our Valentine

 

 

 

Há novidades que estão para chegar. Fevereiro vai ser mês de embaixadores, de partilha e de afectos. Porque vós sois comigo e com o Gato.

De mão em mão até ao Colégio da Europa

Quinta-feira, 13.01.11

De mão em mão até ao Colégio da Europa

 

By Secretária de S. Jerónimo

mas que sonho é esse que tu tens, Maria?

I have a dream que, para já, passa por Bruges, mais concretamente pelo College of Europe. Acontece que um Master of Arts in EU International Relations and Diplomacy Studies lá em Bruges é coisa para me deixar penhorada por sete gerações. Ora como eu não tenho onde cair morta e estou longe de vir a herdar o que quer que seja, não me resta outra alternativa que não seja vender o recheio da casa. Quem quiser ajudar, basta divulgar.
Eu e o gato agradecemos.

email

takeustobruges@gmail.com

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