Journey of the Heart.

A entrevista de admissão ao Colégio da Europa foi hoje. Ia nervosa, não escondo. Para mim não se tratava de mais uma entrevista nem o meu espírito era o de "se não entrar aqui, entro ali". Contrariamente aos meus colegas de entrevista, eu não tenho um plano B, eu não estava ali por ter acabado a licenciatura há pouco tempo e, à falta de emprego, ter feito a opção de continuar a estudar. Tudo argumentos mais do que legítimos, diga-se de passagem, e sem ponta de ironia lhes desejo, a todos, a melhor sorte. Quem me dera a mim que há 18 anos [altura em que acabei a minha primeira licenciatura] fosse tão fácil ir estudar para fora do país, como é hoje. Seguramente que teria feito a mesma opção. Acontece que a vida nem sempre corre como gostaríamos e há projectos que vamos adiando pelos constrangimentos que se nos colocam. É um facto. Nada a fazer.

 

Os membros que compunham o painel de júri foram de uma correcção absoluta. Agora como é que se explica que apesar de 2 licenciaturas e 3 pós-graduações temos a noção absoluta que as oportunidades de progressão na carreira em Portugal estão esgotadas e que uma formação de elevado prestígio numa Instituição como o Colégio da Europa é um investimento profissional. Um investimento sério, num formação de excelência que seguramente nos permitirá encarar o mercado de trabalho internacional com outra segurança, outros conhecimentos.

 

E foi aqui que a meu ver as coisas talvez possam ter corrido menos bem. O Senhor que representava o Colégio da Europa repetiu-me over and over [tendo a gentileza de referir que os meus 39 não relevavam para o caso] que não percebia. Não percebia como é que uma pessoa com as minhas qualificações académicas se estava a candidatar ao Colégio. Foi de uma simpatia, extrema, é verdade, mas continuava insistentemente a fazer-me a mesma pergunta.

 

Espero sinceramente ter conseguido esclarecê-lo e espero, por tudo, que esse não venha a ser o argumento de exclusão (até porque, embora suspeita, estou em crer que o desempenho prestado foi bom). Por uma razão muito simples: eu não posso excluir nem omitir as habilitações académicas que tenho e que adquiri sempre a trabalhar e com um esforço enorme e sacrifício pessoal. Não faz sentido. Para mim não faz sentido. Bom, mas agora resta-me aguardar pelos resultados.

 

Esta maratona de 3 anos termina aqui. Agora já não depende de mim. Contudo, seja qual for o desfecho (e vai ser positivo porque eu acredito que o mérito e a dedicação compensam) gostaria de vos deixar a todos, todos vós que de há 3 anos a esta parte sonham este sonho comigo, um enorme abraço de gratidão. Obrigada. Muito Obrigada. Pelo carinho, pela ajuda. Por tudo.

 

Voltaremos aqui quando houver novidades [espero que boas] Até lá vamos estando pelo Take us to Bruges Facebook