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“O sonho da minha vida é tirar um MBA nos EUA... Mas, não tenho dinheiro para o pagar, nem tão cedo terei... É isso, vou divulgar a minha ideia a ver se alguém tem peninha de mim por eu apenas me poder contentar com as escolas Portuguesas, e me patrocina a coisa....
Trabalhar nem q seja noutra área qualquer para ganhar dinheiro para o meu sonho?? Nah... dá muito trabalho... Um segundo emprego?? Hum.... Fazer um crédito?? Nem pensar... com a crise que por aí anda... É isso, vou escrever qq coisa comovente (que vai ser de mim depois de vender o recheio da casa?) para ver quantos parvos é que caem e me dão dinheiro para que eu possa fazer uma coisa que eles se calhar nunca farão porque terão que pagar por inteiro... Fod@-se! É preciso ter uma put@ duma lata!!! 
Assinado: Daniela Maria O.”
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Cara Daniela,
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Se o sonho da sua vida é tirar um MBA nos EUA, acredite que lhe desejo as maiores felicidades e se houver algo que eu possa fazer para a ajudar a lá chegar, pode contar comigo.
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Dizer-lhe, também, que trabalho desde os 18 anos de idade [tenho 36], que ter dois empregos e estudar em simultâneo não mata ninguém [eu sou o exemplo vivo disso mesmo] e que contrair um empréstimo foi, de facto, uma hipótese equacionada mas que se revelou inviável uma vez que o apartamento onde vivo [e que será o último bem a ser vendido] foi adquirido com recurso ao crédito bancário, pelo que a sobreposição de créditos obrigaria a que o empréstimo em causa atingisse valores perfeitamente exorbitantes. Posto isto, vender o produto de quinze anos de trabalho foi a solução que se me afigurou como sendo a mais viável. Sem dramas, sem crises, até porque as pessoas não são as coisas que têm mas os projectos que acalentam.
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Quanto à perspectiva de se socorrer, tal como refere, do acto de escrever um texto comovente, sabe Daniela, não adianta nem tal a levará a lado algum. Basta que seja honesta com as pessoas que a lêem, basta que os outros percebam que o seu sonho, o seu projecto e o seu esforço são sérios e, garanto-lhe, não faltará gente boa e de coração a querer ajudá-la.
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Aliás, bastaria ter lido de uma forma um pouco mais atenta a razão de ser deste projecto e como tudo começou, para perceber o que aqui lhe digo, evitando, deste modo, adjectivar de "parvos", algo por si só tão inconveniente e descabido, pessoas que tão pouco conhece. Permita-me, já agora e por fim, dizer-lhe que há formas bem mais felizes de exprimirmos a nossa discordância, em relação ao que quer que seja, nos blogues dos outros.
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Com os melhores cumprimentos.
Maria