Olha José

Eu era mulher, pá, para me agarrar toda a ti e comover-me até ao pranto convulsivo. Bastava que te chegasses à minha beira e com esse teu ar, Zé, com esse teu ar me dissesses naquele tom duro e com essa barba de três dias: “Maria, tu e o gato vão já hoje para Bruges ou eu não me chame Mourinho, The Special One”. E eu ali toda trémula e tu ali todo comovido e nós ali agarradinhos um ao outro, tu no meu ombro e eu no teu. Ai José, uma palavra tua, pá, uma palavra tua e isto resolvia-se logo ali.